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Meu filho troca sons ao falar: é normal ou é hora de procurar ajuda?

Por Natália Laudisse dos Santos · CRFa 6-9833 · Conteúdo educativo — não substitui avaliação profissional

Ilustração: Meu filho troca sons ao falar: é normal ou é hora de procurar ajuda?

Tasa no lugar de casa. Lato no lugar de rato. Se você tem uma criança pequena em casa, provavelmente já ouviu — e já achou uma gracinha. E, na maioria das vezes, é exatamente isso: uma etapa normal do desenvolvimento da fala.

Cada som da nossa língua tem uma idade esperada para ser dominado. Sons como /p/, /b/ e /m/ vêm cedo; outros, como o /r/ e os grupos com duas consoantes (como pra e bli), podem levar até por volta dos 5 anos. Trocar sons dentro dessa janela faz parte do caminho.

Quando a troca merece atenção? Alguns sinais de que vale investigar com um fonoaudiólogo:

  • A fala é difícil de entender até para a família, depois dos 3 anos;
  • As trocas continuam após os 5 anos, ou a criança percebe e evita falar;
  • Além de trocar sons, o vocabulário parece pequeno para a idade ou as frases não avançam;
  • As trocas da fala começam a aparecer também na escrita, na alfabetização;
  • Há histórico de otites de repetição — que podem afetar como a criança ouve os sons.

Um detalhe que poucos pais conhecem: às vezes a troca na fala tem raiz na audição — não na boca. Se a criança não percebe bem a diferença entre dois sons parecidos, dificilmente vai produzi-los diferente. Por isso, uma boa avaliação investiga o conjunto: fala, linguagem e processamento auditivo.

A boa notícia? Com avaliação certa e terapia no tempo certo, as trocas na fala têm ótimo prognóstico — e quanto mais cedo, mais leve e mais rápido é o processo (especialmente antes da alfabetização).

Ficou com dúvida sobre o seu caso?

Uma avaliação tira o peso das costas — e quanto antes, mais leve o caminho.

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